Parque da cidade, cavernas, onde o primeiro Noob havia despertado, dois sarcófagos se mechem. Eles se abrem e dois seres se levantam, coberto de ataduras. As ataduras se rompem. Um deles tem três metros, mas tem aparência humana, o outro é idêntico a um humano, mas é pálido.
- Finalmente despertamos. – Diz o gigante.
- Sim. – Responde o outro.
- Bem, parece que a minha habilidade de sentir energias não enferrujou. Mas meu corpo precisa de exercício.
- Então, vamos. Mas, se ocorrer muito alvoroço, voltaremos.
- Certo.
Eles desaparecem, se deslocando para fora em uma altíssima velocidade.
CAPITULO 3 – O INICIO DA BATALHA, A INVASÃO DOS NOOBS!
Mais um dia nasce, Sly não conseguiu dormir, ficou a noite pensando na sua luta com Calixto. Vem em sua lembrança o momento e as palavras ditas por seu oponente durante a luta:
“- Nem eu tenho nenhum motivo para atacá-lo, só me diga onde está o Kamui. – Disse Calixto sorrindo. – Assim não tenho que procurar mais”
“- Você é mais fraco do que eu pensei. – Disse Calixto, gargalhando. – Realmente foi por isso que não tinham interesse em vocês. Mas me diga onde está o Kamui”
Ele se vira na cama, não quer pensar mais nisso. É quando seu relógio desperta, ele levanta, ele olha para o sofá e o piso da sala, onde Márcio, Shinoda e Kamui dormiram; eles não estão mais lá. Ele pega toma banho e se arruma, sem apetite, ele vai direto para o colégio.
Orla da cidade de salvador, Shinoda e Márcio andam pela areia. São 6 da manhã, só algumas pessoas correm pela pista de Cooper.
- Calixto estava procurando Kamui. – Diz Márcio.
- É, eu já esperava por isso, eles não iam demorar a contatá-lo. – Diz Shinoda.
- Só espero que ele esteja preparado pelo que vem pela frente.
- E nós também Marcio... E nós também.
Kamui estava no mercado, ele estava comprando alguns refrigerantes, na verdade, só para disfarçar um pouco o seu nervosismo, a paz havia acabado. Ele lembra-se de quando levara Érica em casa na noite anterior, as palavras ditas por ela:
- Kamui, por favor, não se arrisque.
Ele havia prometido a ela, mas algo nele pedia que ele fosse atrás da verdade. O vento começa a ficar forte, nuvens negras começam a tomar o céu. Parte da verdade está mais próxima dele do que ele possa imaginar...
Érica também faltara à aula, ela estava em um parque da cidade, sentada em um banco pensando nos fatos ocorridos até agora. É quando ela encontra um amigo, Rach.
- Olá, Érica. – Cumprimenta Rach.
- Oi. – Responde Érica, desanimada.
- Algum problema?
- Não. Não é...
De repente aparece uma pressão espiritual no ar, dois poderes muito fortes; parecia um terremoto, Érica tenta se levantar, mas não consegue.
“O que? O que é essa pressão espiritual tão grande?” – Pensa Érica.
Rach se levanta, ele ajeita seu chapéu e começa a andar em direção a origem da pressão espiritual.
- Érica, é melhor que você vá pra casa! – Diz Rach.
Rach corre em direção à origem da pressão, Érica fica parada por um tempo, mas logo após ela corre atrás de Rach. Quando ela o alcança, ela consegue ver dois seres na frente dele, os dois tem aparência de humano, um deles tinha mais ou menos três metros e ou outro era pálido, mas era idêntico a um humano. A pressão espiritual emanava deles.
- Quem são vocês? – Pergunta Rach aos seres.
- Então você consegue nos ver? – Pergunta o gigante. – Então você tem energia espiritual desenvolvida. Interessante.
Érica se surpreende, será que Rach também teria poderes? Seria possível? Ela não conseguia sentir poder nele, mas ele estava começando a emanar o poder dele.
- Voltem de onde vieram. – Diz Rach. – Vocês não fazem questão nenhuma de esconder que são malignos.
Eles estão em uma parte do parque por onde não passa muita gente, mas neste momento aparece uma menina andando de bicicleta, ao chegar perto do local ela cai. Fica passando mal devido à pressão espiritual.
- Não precisamos esconder, nós somos. – Diz o gigante.
Neste momento ele se desloca até próximo a menina, ele levanta sua perna e tenta pisar na garota, quando algo o impede.
- Eu não vou deixar! – Diz Rach.
Algo como um cubo impediu o ataque, ele foi criado por Rach, ele se movimenta rápido e pega a menina, é quando ele percebe que Érica estava no local. Ele dá a menina para Érica.
- Leve ela e saia daqui. – Diz Rach.
Rach se afasta um pouco delas, ele aumenta sua energia espiritual.
- Esses cubos são formados a partir da minha energia espiritual, eles são muito eficazes para a defesa, mas também serve para o ataque! – Diz Rach.
Neste momento ele levanta a sua mão direita, é quando aparece um cubo ao seu lado, ele levita e Rach aponta para o gigante.
- Ataque de mil martelos! – Diz Rach.
O cubo vai em direção ao gigante, mas o gigante só eleva o seu braço esquerdo, o cubo é cortado em pedaços.
- Não pode ser... – Sussurra Rach.
É quando um corte se forma no peito de Rach pelo qual jorra muito sangue, ele cai, inconsciente.
- Não! Rach! – Grita Érica.
Érica corre até Rach. Ela tenta acordá-lo; mas ele esta desfalecido. O gigante se vira para o outro ser que havia chegado com ele e pergunta:
- Ei, André. Posso acabar com ele agora? Será que a energia dele servirá ao nosso propósito?
- Ele não parece ter muita energia, mas servirá para despertar alguns Noobs. – Responde o ser pálido, de nome André. – Acabe logo com isso, Max!
- Certo! – Responde o gigante.
Ele olha para o local onde estava Rach, mas estava acontecendo algo curioso, uma energia cercava Rach, era emanada por Érica. Aos poucos a energia de Rach retorna.
- Interessante. – Diz André. – Ela pode curar os seus companheiros, parece que a energia retorna amplificada.
- Ei, André. Devemos levá-la para que o mestre possa dar uma olhada nestes poderes dela? – Pergunta Max.
- Não! Ele não pode ser incomodado por uma coisa insignificante. – Diz André.
- Ok! – Diz Max.
Ele fecha o punho e desfere um soco em direção a Érica. O poder de impacto é incrível, mas não acertou o alvo e sim outro punho.
No colégio Sly sente as energias se chocando, ele havia levantado da sua cadeira, chamando a atenção da classe.
- Algum problema, Sly? – Pergunta o professor.
- Não, não é nada. – Responde Sly, que volta a sentar.
“Ele chegou, espero que isso acabe logo” – Pensa Sly.
Ele não presta mais atenção na aula, está muito apreensivo. Enquanto isso, na praia, Márcio e Shinoda sentem a energia e se deslocam para o local.
- E agora isso! – Diz Márcio.
- Não pensei que eles apareceriam tão cedo! – Diz Shinoda.
- Precisamos nos apressar.
Eles correm mais rápido. A preocupação é visível no rosto de Shinoda, Márcio pode ver. Ele também se preocupa.
No parque, o punho do gigante foi parado por outro punho.
- O que? – Diz Max surpreendido.
André olha, parado ainda, Érica eleva o rosto, o sobretudo negro é conhecido.
- KAMUI! – Fala Érica.
Kamui encara Max sério, Érica percebe a tremenda energia que emana do corpo de Kamui. Ela cai com os joelhos no solo. Os punhos de Kamui e Max continuam se tocando, energia sai deste encontro que se chocam; ferozes.
- Desculpe-me Érica! – Diz Kamui ainda encarando Max. – Parece que eu cheguei atrasado.
- Eu não pude fazer nada. – Diz Érica abaixando a cabeça. – O Rach ta muito machucado.
- Não se preocupe Érica, eu acabarei com estes seres!
A energia de Kamui aumenta, raios brancos caem no solo, riscando a grama.
- Liberar o nível um! Energia branca!
Uma energia clara cerca o corpo de Kamui, o poder é imenso.
- Então esse é o nível um liberado. – Sussurra André.
- Érica, por favor, afaste-se um pouco. – Diz Kamui.
Érica vai para o lado de Rach, a energia que se desprende do corpo de Kamui fica mais intensa. Max ri e diz em tom de deboche:
- Fogos de artifício não vão me surpreender, baixinho.
Max eleva seu braço e golpeia Kamui com um soco, mas este impede com um dedo, Kamui olha para Max ainda mais sério e pergunta:
- Foi você que fez aquilo no Rach?
- Sim. – Diz Max sorrindo. – E ia fazer pior nesta garota se você não me interrompesse. Agora ela já deveria estar morta.
Kamui engole seco, concentra energia em sua mão direita.
- Parece que você tem muita energia. Nos poupou o trabalho de procurar. – Diz Max.
Max eleva seu braço e tenta mais uma vez golpear Kamui, mas este desaparece, Max fica procurando e quando consegue ver Kamui já está atrás do seu braço, próximo ao cotovelo. Kamui segura o braço de Max com uma mão e acerta um soco no cotovelo de Max, o braço é fraturado!
- Desgraçado! – Grita Max.
- Essa foi pelo Rach! – Diz Kamui.
Max se vira e tenta acerta um soco em Kamui, mas ele erra, Kamui se desvia novamente e aparece próximo ao ombro de Max. O mesmo braço que ele havia acertado com o soco.
- E essa é por você ter dito que iria matar Érica! – Diz Kamui. – Raio branco!
A energia disparada pela sua mão atravessa o ombro de Max, o inimigo grita de dor, o seu braço fica desfalecido. Ele segura o seu braço.
- Maldito! – Diz Max.
- Parece que você ainda pode lutar. – Diz Kamui, irônico. – Mas você não parece ser mais tão durão.
“Esse guerreiro é forte, mas não representa nenhum perigo para o mestre” – Pensa André.
- Se quiser mais pode vir! – Diz Kamui, ficando em posição de luta.
Max começa a gargalhar, Kamui não entende nada, Érica fica mais apreensiva ainda, o poder de Max começa a crescer muito.
- A verdadeira luta começa agora! – Diz Max. – Esmague, braços de ferro.
Uma neblina de energia cobre todo o corpo de Max, a energia é forte e Kamui dá um passo para trás. Quando esta some, revela um Max ainda maior, ele agora tem quatro metros de altura. Seus braços ficaram da cor de aço e maiores, disformes em relação ao corpo, a face direita dele também mudara, não lembrava mais um humano, mas um ciborgue.
- Mas o que é isso. – Diz Kamui, surpreso.
Max desaparece, ele reaparece na frente de Kamui, mostrando que apesar de maior, sua velocidade aumentou!
- Golpe de martelo. – Diz Max.
Max acerta um golpe com o braço em Kamui, acerta em cheio na região do estômago; Kamui é arremessado nas árvores ao redor, quebrando várias delas.
- Idiota, liberando sua força total em um lixo destes. – Sussurra André.
Kamui levanta, ele coloca a mão na barriga, sentindo muito o golpe, ele respira mais rápido, como se o golpe houvesse tirado seu fôlego.
- Isso é o que acontece quando eu liberto meu lado bestial! E vai piorar ainda mais para você! – Diz Max, rindo.
CONTINUA...
sexta-feira, 8 de junho de 2007
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